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Legislação
Considerado o primeiro intento para a organização e a proteção do
patrimônio artÃstico e cultural nacional, o Decreto-Lei n° 25, de 30 de novembro
de 1937, definiu o conceito da preservação de bens imóveis e móveis existentes
no paÃs, quando a conservação seria de interesse público.
Em 2013, Soares et al, indicaram que as ações práticas executadas
em bens patrimoniais brasileiros nem sempre considerariam toda a magnitude
intrÃnseca dos termos “restauração†e “conservaçãoâ€, e como bem expôs Kühl
(2009), “a falta de diálogo entre as ações práticas e a teoria do restauro leva o patrimônio arquitetônico a uma situação
de risco, pois se de um lado, faltam ações de manutenção preventiva, de outro, as intervenções realizadas, por vezes,
estariam desprovidas de estrutura teórica própria do campo disciplinar do restauroâ€.
Tais considerações podem conduzir ao entendimento que não há um embasamento teórico adequado e a
improvisação utilizada por profissionais de reabilitação é frequentemente devida a pouca experiência e tradição na
conservação do patrimônio histórico cultural brasileiro.
Reabilitação Predial a partir de 1920, a tipologia inicial ligações interprediais, dentre outros.
do Hospital Escola foi alterada para “elementos de
São Francisco de Assis qualidade arquitetônica bastante Igualmente, o Plano Diretor UFRJ
(HESFA) discutÃveis†(Monteiro, 2014), como na
interdição ou demolição das varandas 2020 prevê a construção de dois
Reconversação de EdifÃcios e coberturas, que dariam unicidade
ao conjunto, e a desativação de novos prédios, em salvaguarda da
Apesar do tardio tombamento instalações prediais, substituÃdas
realizado em 1983, o prédio do por outras sem qualquer estudo de volumetria original.
Hospital Escola São Francisco demanda de carga, provocando um
de Assis (HESFA) não obteve a grande risco ao conjunto edificado. É importante ressaltar que
atenção adequada para receber Sendo assim, o projeto
os investimentos necessários no de restauração do HESFA, em a aprovação de tais demolições foi
resguardo de suas caracterÃsticas reportagem a Bertolucci et al (2014),
estéticas e históricas, ao longo dos objetivou, dentre outros aspectos, feita pelo IPHAN, mediante análise
anos. Com uma fachada principal a reinterpretação do conjunto
em estilo arquitetônico neoclássico construÃdo, entre 1920 e 1950, da arquitetura de cada um dos
e disposição original pan-óptica, o que foi em partes demolido, na
conjunto sofreu diversas modificações reforma iniciada em 2012. Também, prédios do conjunto e conclusão
ao longo do tempo, em anexos outras três edificações, erguidas
e na ampliação de espaços. após 1950, foram consideradas de sua incoesão. Neste aspecto,
Dos treze prédios integrantes do incompatÃveis e fizeram parte do
conjunto, edificados entre 1879 e cronograma de obras. O escopo do foram analisados os registros de
1920, ilustrados na Figura 01, não projeto ainda incluiu a permanência
ocorreram intervenções expressivas daquelas benfeitorias com arquitetura construções contemporâneas,
na volumetria do projeto original. condizente, assim como a reforma
Entretanto, com as das varandas conectoras dos além da consulta a profissionais
intervenções irregulares ocorridas edifÃcios e o reestabelecimento das
especializados no assunto para a
decisão final.
Em adição, houve o restauro e
a reabertura de um túnel subterrâneo
que, em meados da década de 1920,
conectava o conjunto à Escola de
Enfermagem Anna Nery, do outro lado
da Rua Afonso Cavalcanti. Outrora,
o referido túnel foi construÃdo para
que as “moças de boa famÃlia†não
tivessem que circular em horário
tardio pela rua, tendo sido esta
ligação desativada em 1978, com o
inÃcio das obras do metrô.
14 - Gestão & Gerenciamento

